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Memória RAM cara em 2026: Vale a pena comprar agora ou esperar?
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Memória RAM cara em 2026: Vale a pena comprar agora ou esperar?

As memórias RAM quadruplicaram de preço em 2 anos. Descubra os motivos da crise, como a IA está devorando chips, e como encontrar as melhores ofertas mesmo em tempos difíceis.

9 min de leitura

Se você andou pesquisando memória RAM nos últimos meses, provavelmente teve que sentar antes de olhar o preço. Não, você não está louco: um módulo de 16 GB DDR4 que custava R$250 em 2024 agora pode facilmente passar de R$900. É isso mesmo: um aumento de quase 300% em apenas dois anos.

A pergunta que todo mundo está fazendo é: o que está acontecendo?

Spoiler: a culpa é (parcialmente) das IAs. Mas calma, vamos explicar direitinho.

A crise é real (e global)

Não é só impressão sua ou coisa de loja brasileira aumentando preço. O mercado global de memórias DRAM está vivendo uma das maiores crises de oferta e demanda da história.

Segundo a TrendForce, os preços de contrato de DRAM tiveram a maior alta trimestral já registrada no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 90% a 95% em relação ao trimestre anterior. E as projeções não são animadoras: especialistas indicam que a normalização completa do mercado só deve acontecer em 2028.

Em outras palavras: prepare o bolso, porque essa novela ainda tem alguns capítulos pela frente.

Mas afinal, quem roubou toda a RAM?

1. Inteligência Artificial está "canibalizando" a produção

Aqui está o principal vilão (ou herói, dependendo do seu ponto de vista): a explosão da IA.

Servidores de inteligência artificial, data centers para treinamento de modelos e chips especializados para IA consomem quantidades absurdas de memória. E não estamos falando de 16 GB aqui, 32 GB ali. Estamos falando de centenas de gigabytes por servidor, com demanda crescendo exponencialmente.

A Exame reportou que fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron redirecionaram grande parte da produção para memórias HBM (High Bandwidth Memory) e outros formatos especializados em IA. Resultado? Menos chips disponíveis para o consumidor comum.

E não para por aí. Enquanto você lê este texto, milhões de pessoas ao redor do mundo estão usando IA para:

  • Gerar conteúdo: de textos para trabalho até imagens criativas;
  • Automatizar tarefas: ferramentas de escritório com assistentes IA integrados (pense no Microsoft Copilot, Google Gemini);
  • Automação pessoal: desde respostas automáticas de e-mail até assistentes que organizam sua agenda.

E tem até gente criando bots de IA para... conversar com outros bots de IA. É sério. A Moltbook é uma rede social onde só IAs interagem entre si, sem humanos. Os bots criados com OpenClaw (antigo Clawdbot/Moltbot) postam, comentam e até dão upvote uns nos outros.

O ex-diretor de IA da Tesla, Andrej Karpathy, chamou isso de "a coisa mais sci-fi e próxima da singularidade" que ele viu recentemente. Aparentemente, até as IAs querem ter seu próprio "Facebook" agora. Enquanto isso, a gente fica sem RAM para jogar.

2. A transição turbulenta de DDR4 para DDR5

A DDR5 é o novo padrão de memória, oferecendo velocidades mais altas e melhor eficiência energética. Porém, sua produção ainda é mais cara e complexa que a DDR4.

Ao mesmo tempo, fabricantes estão descontinuando linhas de DDR4, criando um "vácuo" no mercado: a DDR4 está sumindo das prateleiras, mas a DDR5 ainda não consegue suprir toda a demanda e, quando consegue, vem com preço salgado.

É como se as lâmpadas comuns sumissem das lojas e as de LED exigissem que você trocasse todo o bocal do teto. A luz é melhor, mas o trabalho e o custo para chegar lá são desanimadores.

3. A conta chegou (e veio em Dólar)

Somando tudo isso, temos:

  • Produção redirecionada para IA e servidores
  • Custos de fabricação mais altos pela escassez de chips
  • Transição tecnológica em andamento
  • Demanda do consumidor final que não para de crescer

O resultado disso são preços astronômicos. E a conta sempre sobra pra nós, consumidores.

Quanto tempo isso vai durar?

Infelizmente, as projeções para o curto prazo não são animadoras.

Os fabricantes já venderam tudo que vão produzir em 2026

Não é força de expressão: a capacidade de produção das três maiores fabricantes de memória (Samsung, SK Hynix e Micron) está praticamente esgotada para o ano todo.

O chefe de marketing de DRAM da SK Hynix declarou ao Financial Times que "nossa capacidade de DRAM, NAND e HBM para o próximo ano está totalmente vendida". O blog oficial da SK Hynix confirmou que os chips HBM de 2026 se esgotaram ainda no primeiro semestre.

A Micron entrou no mesmo tom: o CEO Sanjay Mehrotra afirmou que "nossa capacidade de HBM para 2025 e 2026 está totalmente reservada". E mesmo com isso, a empresa consegue atender apenas 55–60% da demanda de DRAM de seus clientes principais.

A Samsung foi ainda mais direta: o presidente de marketing global da empresa alertou à Bloomberg que "em 2026, vai haver problemas com o fornecimento de semicondutores, e isso vai afetar todo mundo, não só a Samsung" e chamou a situação de "escassez sem precedentes".

Por que a capacidade não consegue crescer rápido o suficiente

O problema vai além de uma questão de demanda momentânea. A produção de chips HBM (o tipo de memória de alta performance usada em servidores de IA) consome de 3 a 4 vezes mais capacidade de fábrica por gigabyte do que uma DRAM convencional. Com os fabricantes redirecionando até 40% de sua capacidade avançada para HBM, sobra menos espaço para a DDR4 e DDR5 que você vai colocar na sua placa-mãe.

Segundo a TrendForce, a IA deve consumir cerca de 20% de toda a capacidade global de wafers de DRAM em 2026. E a capacidade total de produção do setor cresce apenas 10–15% ao ano, ou seja, não tem como compensar essa realocação no curto prazo.

O reflexo nos preços já aparece nos dados: a TrendForce registrou que os preços de contrato de DRAM no primeiro trimestre de 2026 tiveram a maior alta trimestral já registrada, com aumento de 90–95% em relação ao trimestre anterior. Grandes clientes como Microsoft e Google, que normalmente fecham contratos de longo prazo, estão sendo forçados a negociar trimestralmente, sem poder garantir preços futuros.

Quando isso muda?

A Seletronic e o Correio Braziliense indicam que 2026 será o pico da escassez. A partir de meados de 2027, os preços devem começar a cair gradualmente, com normalização completa prevista para 2028. Isso se não tivermos outra crise.

O impacto já está chegando em outros produtos: segundo a IDC, o mercado de PCs pode encolher até 9% em 2026 por causa dos preços de memória, e os preços de smartphones devem subir entre 3% e 8%.

E agora? Como comprar RAM sem vender um rim?

Nem tudo está perdido: mesmo em tempos de crise, existem estratégias para encontrar boas oportunidades - e você está no site certo.

1. Compare preços com a Promotech

A Promotech monitora dezenas de lojas em tempo real para encontrar as melhores ofertas de memória RAM disponíveis no Brasil.

Você pode:

Nosso histórico de preços mostra a evolução do valor ao longo do tempo, para você identificar se está pegando uma promoção real ou um "pela metade do dobro".

2. Configure alertas de preço

Ao invés de ficar atualizando a página todo dia, configure alertas personalizados:

  • No site: crie alertas específicos no modo avançado (ex: "Kingston Fury Beast DDR4 16GB 3200MHz por menos de R$450");
  • Nas redes sociais: acompanhe nossos alertas automáticos 24h no Telegram, Discord, Twitter, Instagram e Bluesky;
  • Em breve também vamos trazer os alertas por e-mail e WhatsApp, assim você poderá receber os avisos sem acessar o site.

3. Considere suas reais necessidades

Antes de comprar, pergunte-se:

  • 32GB é essencial ou 16GB resolve? Para a maioria dos usuários (navegação, Office, jogos leves), 16GB ainda é suficiente
  • Vale a pena esperar? Se não for urgente, acompanhe os preços. Mesmo em alta, o mercado tem oscilações e promoções pontuais

💡 Dica: Montando um setup novo? Plataformas que ainda aceitam DDR4, como AMD AM4 (Ryzen de 1ª até 5ª geração) e Intel de 6ª até 14ª geração (placas série 600/700 com suporte a DDR4), oferecem ótima performance por um custo total significativamente menor. Assim você investe a diferença em outra peça, como a GPU.

4. Aproveite kits de upgrade

Muitas vezes, comprar um kit sai mais barato e garante que os pentes são idênticos, otimizando o dual channel. Por exemplo: um 2x8GB costuma sair mais barato que um 1x16GB de mesma capacidade total, e ainda roda em dual channel.

O que o futuro reserva?

A crise de RAM é um reflexo direto da transformação tecnológica que estamos vivendo. A inteligência artificial está remodelando toda a cadeia tecnológica, e isso tem impacto forte no bolso do consumidor.

Mas é em meio às crises que a gente se reinventa - lembra da escassez de GPUs na era da mineração de cripto? Foi dela que nasceu a Promotech, na época que esse site era HTML puro e sem estilo no placasdevideo.app.br.

Enquanto o cenário não melhora, a melhor estratégia é:

  1. Monitorar preços constantemente
  2. Configurar alertas para não perder oportunidades
  3. Comprar quando o preço estiver dentro do seu orçamento e pelo menos abaixo da média recente
  4. Não comprar por impulso, porque nem sempre você precisa do upgrade agora

A Promotech está aqui para te ajudar nessa jornada. Nossa plataforma funciona 365 dias por ano (366 em anos bissextos!) para garantir que você encontre as melhores ofertas, mesmo em tempos difíceis.

E lembre-se: RAM cara é temporário, mas um setup bem planejado é para sempre. Ou pelo menos até a próxima geração de hardware chegar.

Boas compras (e boa sorte)!

Osvaldo Sprandel

Osvaldo Sprandel

Profissional de tecnologia e negócios, com MBA em Gestão de Sistemas de Informação e Análise de Dados. Apaixonado por inovação, contribui com conteúdos que conectam tecnologia, desempenho e boas oportunidades no universo tech.